De março até agora, novembro, temos convivido com a pandemia da Covid-19, e nesse período o Movimento Espírita em nenhum momento ficou parado. Ao contrário, desde que os casos e óbitos começaram a ser registrados, casas espíritas de todo o Brasil sentiram a necessidade de levar, por meio da internet, a mensagem dos ensinamentos do Cristo aos cidadãos.
Até porque as casas deixaram de ter atividades presenciais, como prevenção ao novo coronavírus. No entanto, a intenção e o desafio de se abordar a importância do amor, da caridade, do perdão, da fraternidade e a necessidade de evangelização de crianças, adolescentes e adultos foram concretizados pelos espíritas por meio das redes sociais.
De cidades brasileiras partiram (e partem) mensagens, imagens e áudios fundamentados na Doutrina Espírita. Nomes conhecidos e outros nem tanto, (mas, agora, sim), relacionados à disseminação de conteúdos espíritas passaram a coabitar casas e locais de trabalho de muitos brasileiros, por meios da tecnologia da comunicação. Foram também recepcionados em suas propostas de trabalho os grupos de arte espírita.
Sim, esse serviço do Movimento Espírita, com atuação eficiente e decisiva da juventude das casas espíritas, permanece em andamento. Se os centros não funcionam presencialmente, conseguem, por outro lado, atender demandas variadas de forma online e a qualquer instante. Assim, por exemplo, uma pessoa interessada em conferir ou rever uma live, uma palestra gravada, um debate e outras atividades vinculadas à Doutrina Espírita só precisa acessar as redes sociais. Assim, pode aproveitar mensagens de conforto, fé e esperança.
Nesse contexto, há também destaque para os trabalhadores da Evangelização Infantojuvenil Espírita no País. Do Norte ao Sul, do Oeste ao Leste, grupos atuam na proposta de levar a mensagem de amor de Jesus a crianças, adolescentes e pais. E a resposta dos públicos tem sido a melhor possível.
Belém
Belém não fica a dever no trabalho de cunho espírita. A União Espírita Paraense (UEP) e centros adesos partiram para aproveitar as redes sociais e meios de comunicação em geral como suporte ao serviço necessário fundamentado na obra básica do Espiritismo. As atividades têm sido intensas e marcadas por um sentimento de companheirismo nunca visto antes em muitos casos. Assim, gente com sotaques de recantos do Brasil interage em lives, por exemplo, não apenas para abordar temas, mas também para planejar e colocar em prática projetos doutrinários e, ainda, reforçar ações sociais a partir de seus respectivos centros e entidades espíritas.
O Lar de Maria, em Belém, insere-se nesse cenário de afirmação do Movimento Espírita e saúda a todos os parceiros com quem tem convivido até agora na pandemia. Em agosto, o Lar chegou à marca de 73 anos. Mesmo com os efeitos da doença no mundo, inserida na Transição Planetária, dirigentes, trabalhadores da Casa sentem-se revigorados a continuar a obra iniciada por Oli de Castro, a partir de Jesus e Allan Kardec. Essa disposição demonstra que a iniciativa do Movimento Espírita no País de lançar mão das redes para manter viva a mensagem de amor do Cristo tem valido muito a pena. E que possa continuar assim até mesmo depois da vacina contra a Covid-19. Afinal, o semeador sempre sai para semear a Boa Nova.

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