“Adoção é tornar filho”. Esse recado foi dado aos pais de evangelizandos do Lar de Maria pela trabalhadora voluntária desta casa espírita, Rosana Barros, no dia 24 de outubro, durante encontro promovido pela Evangelização Infantojuvenil.
O evento online, destinado ao grupo de pais e mães de crianças e adolescentes da Evangelização, serviu para ratificar a importância da família na vida de todo cidadão, ou seja, de espíritos encarnados.
Na exposição sobre o tema, Rosana destacou o papel do núcleo familiar como um espaço de convivência entre espíritos de diferentes trajetórias para assimilação de valores morais imprescindíveis a sua jornada evolutiva. Assim, a família é um lugar de pessoas com afinidades e também de conflitos, os quais devem ser superados por meio de esforços conjuntos na encarnação atual. “O núcleo familiar é uma escola de relações humanas”, observou Rosana.
Convívio oportuno
A Doutrina Espírita mostra aos cidadãos na Terra, como ressaltou Rosana Barros, a existência da família corporal e da família espiritual, ou seja, as relações entre os encarnados/desencarnados não se restringem ao mundo material. Em muitos casos, os espíritos reencarnam em lares para superar divergências de outras encarnações/relacionamentos.
O corpo de uma pessoa procede de um corpo, mas o espírito não procede do espírito. O espírito vem do mundo espiritual para a Terra, a fim de experenciar suas respectivas provas e expiações como parte da Lei de Causa e Efeito. E não poucas vezes, esse convívio com determinados espíritos (cônjuge e familiares) é planejado no mundo espiritual.
Desse modo, nada acontece em uma família por acaso. Assim, quando um casal adota uma criança ou adolescente, essa pessoa torna-se filho com respectivos direitos e deveres. E é claro que os laços espirituais estão presentes nessa relação.
Tanto faz se o filho chegou ao lar de forma biológica ou por adoção; ele ou ela são filhos por afeto, por amor. Os pais têm um compromisso com os filhos em ambos os casos, como espíritos que recebem para formá-los física, intelectual e, em particular, moralmente.
Como ressaltou Rosana Barros, crianças e adolescentes ao serem adotados têm uma oportunidade de reconstruir laços de família, em muitos casos, após vivenciar situações difíceis antes da adoção. Algumas vezes passaram longo tempo em abrigos governamentais nos quais receberam atendimento, mas não de forma individualizada como em uma família, e embora a adoção seja irrevogável, há casos de crianças que acabam tendo retornar ao abrigo quando o os pretendentes desistem da adoção, ainda na fase processual, o que contribui para problemas psicológicos que atingem o ser em formação. O processo de adoção tramita pelas Varas da Infância e Juventude/TJPA. O Lar de Maria colabora com o Grupo de Estudo e Apoio à Adoção Renascer, que funciona em Belém.

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