Como lidar e, sobretudo, orientar os filhos e as filhas sobre a sexualidade na infância? Para contribuir com essa ação de pais e mães nas famílias, o setor de Evangelização Infantojuvenil do Lar de Maria promoveu, no dia 9 de maio, uma reunião online sobre o tema. Assim, no encontro semanal do Grupo Família, a psicóloga e integrante do Movimento Espírita do Pará, Denise Eiró, explanou sobre o assunto, interagindo com os responsáveis pelas crianças evangelizandas.
Denise expôs que a sexualidade é algo basilar (aspecto psíquico) na vida de todo ser humano, que desde o começo da encarnação dá sinais nesse sentido. São essas expressões espontâneas dos meninos e meninas que precisam ser observadas pelos pais para a construção de uma pessoa equilibrada do ponto de vista moral, psíquico, emocional.
“A pulsão sexual vem desde a infância, como nos falam Freud (Sigmund Freud) e Charles Darwin; então, cabe aos pais observar os filhos desde pequenos como seres sexuados”, afirmou Denise. “E é importante nós corrigirmos a visão que em geral temos da sexualidade, em especial na infância, porque não se trata de cópula, ato sexual, e, sim, de manifestações de prazer”.
“A sexualidade é de ordem divina, e, é graças ao relacionamento sexual dos pais, que os espíritos podem encarnar para evoluir”, observou a psicóloga.


Curiosidade


Na infância, a criança manifesta sua sexualidade por meio da curiosidade sobre seu nascimento, a manifestação do beijo, do namoro (não no sentido real do termo) e a manipulação dos órgãos. A criança é espontânea, fala do que está experienciando, como ressaltou Denise.
O ato de descobrir prazer no corpo, na infância, não corresponde à masturbação no sentido convencional. A criança observa as pessoas; nota, por exemplo, os órgãos genitais de seres de sua espécie, por exemplo, durante um banho. Daí porque os pais e educadores devem ter uma atitude amorosa para com elas, ou seja, ações que propiciem a autonomia gradual desses seres em formação.
Os pais devem responder às perguntas dos filhos sobre o tema; devem fornecer respostas verdadeiras para não perderem a confiança dos filhos; as respostas devem respeitar o nível intelectual de quem pergunta; na dúvida, os pais devem devolver a pergunta e pedir tempo para responder à pergunta.
Na pandemia, pais devem ter cuidado redobrado com os vídeos e informações aos quais as crianças têm acesso por meio da internet, entre outras ações de cuidado com os pequeninos. Uma observação importante da psicólogo é que criança não namora. O famoso “Com quem será?” nas festinhas de aniversário é questionável. Como se observa, a vida não dá saltos, tudo a seu tempo.

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